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Pensei em apagar, sumir com as evidências, deletar o que foi comentado. Desaparecer com todos os traços, todos os rastros. Até aqueles não trazidos a luz. Mas aí percebi que o problema era essa omissão. E que, apesar de parecer que foi aquela meia dúzia de palavras que me fizeram querer retirar tudo, tomar de novo pra mim, às que disse antes,  o real transtorno agora vinha daquilo que não era expressado. Porque bons ou ruins alguns questionamentos só se calam quando externados. Mesmo aqueles que não tenham resposta pronta, e que só gerem divagações.

Talvez eu não queira, ou precise dirigi-los a alguém específico. Talvez, nem mesmo eles façam sentido pra qualquer outro. Não importa isso, ou qualquer outro entendimento de fora, afinal é o personagem interno quem busca a compreensão. E essa aparentemente, se não se desvendada por completo, ao menos se conforta no ato de  se expressar.


2 Comentários

  1. Ainda não me conformei de não ter identificado logo de cara os implícitos desse texto, mas tudo bem.
    E VELHO.... minha vida resumida num texto, serião. Eu amei, nessas situações da vida, quando a gente deseja desfazer algo, muitas vezes o pior é o que ainda está guardado, o que não foi expressado, o que está preso na garganta.
    Ótimo texto!

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    1. Eu to imaginando sua cara de indignada por não ter sacado mas ok. E sim, as vezes o pior é o que não tá formulado, mas escrever ajuda \o/

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