Autora: Sophie Kinsella

Título Original:  The Undomestic Goddess

Páginas: 510 Páginas

Editora: Record

Sinopse: Samantha Sweet é uma advogada poderosa em Londres. Trabalha dia e noite, não tem vida social e só se preocupa em ser aceita como a nova sócia do escritório. Ela está acostumada a trabalhar sob pressão, sentindo a adrenalina correr pelas veias. Até que um dia... comete uma grande mancada. Um erro tão gigantesco que pode destruir sua carreira. Samantha desmorona, foge do escritório, entra no primeiro trem que vê e vai parar no meio do nada. Ao pedir informação em uma linda mansão, é confundida com uma candidata à doméstica e lhe oferecem o emprego. Os patrões não fazem idéia de que contrataram uma advogada formada em Cambridge, com QI de 158, e que não tem a menor noção de como ligar um forno! O caos se instala quando Samantha luta com a máquina de lavar... a tábua de passar roupa... e tenta fazer cordon bleu para o jantar... Mas talvez não seja tão incapaz como doméstica quanto imagina. Talvez, com alguma ajuda, ela possa até fingir. Será que seus patrões descobrirão que sua empregada é de fato uma advogada de alto nível? Será que a antiga vida de Samantha irá alcançá-la? E, mesmo se isso acontecer, será que ela vai querer de volta? A história de uma mulher que precisa diminuir o ritmo. Encontrar-se. Apaixonar-se. E descobrir para que serve um ferro de passar..




E então, eu voltei com mais um livro da Sophie Kinsella. Há um bom tempo postei aqui no blog a resenha de “Fiquei Com Seu Número”, que acho que foi o último livro da autora que havia lido até então. Apesar de já ter passado pelos três primeiros da Série Shopaholic, “Menina de Vinte”, e “Louca Para Casar”, não postei nenhuma opinião sobre eles aqui no blog. Quem sabe faça isso numa releitura futura, não?

De qualquer forma, adorei “Samanta Sweet, Executiva do Lar”. Estava precisando ler algo leve depois de terminar O Hobbit (que ainda preciso resenhar!) e dar pausa na leitura de Guerra e Paz (que apesar de não ser tão difícil quanto eu esperava ainda me cansa devido as letras minúsculas e o peso da edição da Cosac Nayfy, mas tudo bem esse é um projeto para o ano). Enfim, nessas horas em que estou a beira de uma ressaca literária não há nada mais delicioso na minha estante do que Sophie Kinsella.

Como sempre, puxando para o lado mais literatura de entretenimento, seus Chick Lits são divertidíssimos, contudo, ao mesmo tempo, tratam despretensiosamente de algum problema, ações, ou situações, que lendo as entrelinhas, nos faz refletir nossa própria vida. Dessa vez, a protagonista em questão é Samatha Sweet, uma viciada em trabalho.

 Inundada de tarefas desde sua infância ela acaba condicionada a sempre dar toda a sua vida ao emprego, para chegar ao auge de sua carreira. Cobranças aparecem de todos os lados, de alguns de seus chefes, da mãe, e principalmente dela mesma. Samantha não se diverte, não tem tempo em família e vive de cancelamentos de saída ou qualquer outro compromisso de lazer. E apesar de tudo isso nega terminantemente que é uma pessoa estressada. Como a própria diz logo de início:

“Sou... ocupada. Muita gente é ocupada. O mundo é assim. Tenho um emprego de alto nível, minha carreira é importante e eu gosto dela. OK, algumas vezes fico meio tensa. Meio pressionada. Mas sou advogada no centro financeiro de Londres, pelo amor de Deus. O que você esperaria?”

Uma verdadeira sátira (com um exagero cômico) de uma executiva poderosa dos tempos modernos. Paralelo a isso ela não sabe ligar um forno, ou sequer se lembra de como é seu aspirador de pó. Sua alimentação vive a base de delivery, pois ela não tem tempo pra nada, a não ser alcançar seu objetivo, se tornar sócia da Carter Spink, empresa em que trabalha e é considerada a melhor firma de advocacia do centro financeiro de Londres.

Tudo segue conforme o planejado, até que no dia do anúncio do concelho que decidira se ela vai ou não conseguir a vaga Sweet descobre dentre as pilhas de papel de sua mesa que cometeu um erro. Um erro terrível, coisa de principiante, e não consegue acreditar naquilo. Afinal ela não poderia, ela não erra. Então tudo vira de cabeça para baixo, ela tem um ataque de pânico, e numa sucessão de desastres e uma viagem de trem, Sam acaba parando numa bela casa numa cidadezinha aleatória.

Sem saber o que fazer e precisando se realinhar ela vai até lá e acaba sendo atendida por Trish, que a confunde com uma candidata a vaga de empregada doméstica. No mal entendido, com cenas divertidíssimas, ela é entrevistada para vaga, sucedida a um medicamento forte e acaba acordado no outro dia sem saber onde está, ou o que está acontecendo. Até que a verdade a atinge como uma paulada na cabeça.

Por fim, apesar de tentar se explicar ela se enrola ainda mais. E após descobrir as consequências do seu erro seguido de fuga, acaba permanecendo como doméstica. O que garante uma leitura cheia de ações atrapalhadas, e uma Samatha que tem de se reinventar e aprender a lidar com tarefas cotidianas que ela desprezava e patrões nada puritanos e muito malucos. Isso, sem contar o jardineiro. Nathaniel, que não demora nada a sacar que ela não é nenhuma mestre da culinária, e que muito a surpreende pela profundidade de sua personalidade, muito além do simples cuidados com o maravilhoso jardim, pomar e horta da casa.

Por causa dele conheceremos Iris, uma mulher incrível, que em alguns momentos me lembrou de Meryl Streep em Julie & Julia. Sua dedicação à culinária, e a forma com que sente a vida. E em grande parte a responsável por ajudar Samantha em rever suas prioridades e mostrar que as coisas simples também podem ser importantes.

Como já disse, eu adorei o livro. Seus confrontos, as camadas de seus personagens que acabam surpreendendo no decorrer da trama, a compreensão de alguns após descobrirem sua história; A forma com que a autora mostra as várias facetas da “firma dos sonhos” de vários estudantes de direito; A busca pelo equilibro por parte da protagonista, o carpe diem x vida corrida, cheia das cobranças... dentre outras coisas.

Algo que gostei muito que fosse destacado no decorrer da história foi o fato de que as escolhas e prioridades devem ser feitas baseando-se no “eu”, e não necessariamente na bandeira de um movimento, por família, ou por que outros acreditam. E que essa liberdade deve se manter, seja para aqueles que preferem a correria ou os que fogem dela. É uma escolha pessoal, nada mais.

O final, ainda me deixou em duvida se eu amei muito ou não. Pois é um pouco aberto, mas nem de longe ruim. Só o tipo de encerramento que te deixa querendo um conto ou algum tipo de continuação, porém, ao mesmo tempo, na duvida se isso seria bom ou estragaria a história.

De qualquer maneira, recomendo muito esse livro da Sophie, e os demais citados acima.


19 Comentários

  1. Priscila, amei o livro, sua resenha foi ótima, me levou com certeza ao universo desta personagem tão intensa e tão realista, que acabo me vendo retratada nela. Parabéns pelo blog, agradeço também pela visita e comentário deixado no meu blog.
    Beijinhos!!
    http://kellyrlopes2015.blogspot.com.br/

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  2. Não conheci
    Muito obrigada pela visita volta sempre adorei
    Beijinhos
    CantinhoDaSofia
    Facebook
    Tem post novo

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  3. Não conheço mas parece interessante.
    Beijinhos
    Clara Dinis
    docinhomorango7.blogspot.com

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  4. Não conheço, mas parece ser o tipo de leitura que eu ia gostar!

    Bjxxx
    Ontem é só Memória | Facebook | Instagram

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  5. Não conheço o livro mas fiquei bastante curiosa
    http://retromaggie.blogspot.pt/

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  6. Percebi que Samantha tem dificuldades para lidar com a frustração e a vergonha de errar, ás vezes nos envergonhamos de erros que nem deveriamos ter vergonha ou que nem é de nossa culpa.

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  7. Não sou muito chegada a chick lits, mas esse livro parece ter cenas hilárias, hehe! Fiquei curiosa agora.

    =)

    Suelen Mattos
    ______________
    ROMANTIC GIRL

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  8. Não conhecia o livro ainda, amei a resenha
    Beijos
    http://www.segredosdacahlima.com/

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  9. Eu já estou em seu blog e já tem um seguidor mais
    Passe e siga meu blog onde diz (participar neste site), clique aqui: Espero que sua visita http://mibonitolugar.blogspot.com.es/

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  10. Olá, Priscila! Tudo bem?

    Ainda não li nada da Sophie, mas pretendo ler. Seus romances me parecem regados de momentos leves, tensos e divertido. Algo que venho buscando em livros.

    Até mais. https://realidadecaotica.blogspot.com.br/

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  11. Nunca tinha ouvido falar desse livro, mas agora até que deu vontade de ler! :)
    Estou de volta ao blogue com uma receita bem doce! :) Beijinhos
    --
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  12. Parece ser bem interessante a história, vamos ver se animo pra comprar pra ler nas férias!!
    Adorei seu blog tbm!
    Beijoos

    Esmaltadas de Alice

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  13. Não conheço o livro, mas parece interessante
    Beijinhos
    Clara Dinis
    docinhomorango7.blogspot.com

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  14. Apesar de não ser o meu tipo de leitura devo confessar que fiquei curiosa!

    Bjxxx
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  15. Obrigada pelo comentário.
    http://retromaggie.blogspot.com/

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