Autora: Melissa Marr
Título Original:  Graveminder
Páginas: 382 Páginas
Editora: Rocco
Sinopse: Maylene Barrow vela os mortos de sua cidade natal cuidando das sepulturas, plantando jardins e contando histórias à beira das lápides. Mas quando ela mesma morre, sua neta Rebbekah, que não pisava em Claysville desde o suicídio da irmã, é obrigada a se defrontar com uma herança da qual não pode fugir: tornar-se ela a guardiã dos mortos da outrora pacata cidadezinha. Estreia de Melissa Marr, autora da série juvenil Wicked Lovely, na ficção adulta, A guardiã fala de vida, morte e destino por meio de uma envolvente trama de mistério.


Até a o final do ano de 2013 eu não fazia a mínima ideia de quem era Melissa Marr, ou tinha qualquer conhecimento desse livro. Mas assim que li a sinopse e me deparei com essa capa peculiar o livro entrou na minha wish list. Também pudera, pra uma leitora que tem uma leve[?] tendência ao sombrio e lendas esse pareceu-me um prato cheio. E não me arrependo nem um pouco do investimento repentino (o que faz com que a amiga que fez esse livro entrar na minha WL no meio de uma blackfriday seja perdoada, e obrigada por outro ótimo livro Thaíla!)

O livro já começa com ação. Logo nas primeiras páginas temos a morte de Maylene, “avó” de Rebbekah. Sua morte embora tenha uma causa imaginável para o leitor, tem apenas indícios relatados. O inicio me deixou um pouco “atordoada”, contudo não pela morte e sim bombardeado de informações, mas isso passou conforme fui absorvendo mais e mais páginas.
Rebbekah tem evitado furtivamente sua terra natal, Claysville, uma cidadezinha com hábitos e tradições muito peculiares. O motivo? O suicídio de Ella, sua irmã mais velha. A contra gosto — lê-se por falta de vontade de encontrar Byron — após receber a informação da morte de sua “avó”, ela se vê obrigada a voltar â Claysville.
Assim que retorna ao local praticamente tudo o que ela havia conseguido evitar com a distância cai sobre sua cabeça. Sua tia reivindica uma herança mística que ela nem faz ideia do que seja. Rebeckah descobre que Maylene fora na verdade assassinada, e que a coisa que fez isso está a soltar por ai, e pior: cabe a ela — a descendente da guardiã — lidar com a entidade e garantir a segurança de toda a cidade.
E como se isso não bastasse Bek, que mesmo com recaídas, sempre evitou qualquer tipo de laços ou se ancorar muito tempo em um só local, se vê irremediavelmente “acorrentada” a Byron. O filho do agente funerário William,  um senhor que era extremamente próximo a sua avó. Proximidade decorrente de um “cargo”, já que assim como a avó de Bek e outras das mulheres Barrow, cuja função é cuidar dos mortos da cidade, os homens da família de Byron tem a incumbência de serem os Guias, os protetores das Guardiãs.
Além de tudo isso, posteriormente, Rebeckah descobre que existe um pacto vigente ligando-a a uma entidade do mundo dos mortos. Entidade essa que está por traz da origem de toda a trama. Ademais, assim que ela “desperta” Bek passa a sentir uma quase incontrolável sedução pela morte, e pelo mundo dos mortos, assim como uma ligeira inclinação para com seu soberano. E obviamente cabe a Byron a função de ajuda-la a lidar com o que está matando pessoas e ao mesmo tempo protegê-la de seu próprio “dom”.
O livro em si dá belas guinadas no decorrer da trama, um em especial, que nos trás o Sr. M. é bem marcante.  Ele, e tudo o que controla, acabou – ao menos para mim – sendo um dos pontos mais interessantes da obra. Seu personagem tem um ar de mistério que, principalmente ao fim, deixa com uma vontade de conhecê-lo um pouco mais. O que felizmente vai acontecer já que pelo que parece haverá ao menos mais um livro.
O pacto em si é outro ponto que deixa questionamentos, e em vários momentos nos questionamos se ele vai ou não ser quebrado, e os reais detalhes de sua origem.
Não consegui adivinhar o final do livro, o que foi ótimo e frustrante porque eu sempre fico conspirando teorias mentais. Mas, de qualquer forma foi um fim bem conciso. Explicou a maior parte das duvidas e deixou novas perguntas para serem trabalhadas num próximo volume. E apesar de um pequeno fio solto – dois na verdade – que de certa forma me pareceu um erro, foi algo aceitável e eu gostei. Recomendo a leitura assim como espero pelo próximo livro.


4 Comentários

  1. Não conheço esse livro mas pelo que li do que escreveste parece ser interessante. Talvez da próxima vez que for comprar um livro, se ver esse compro! Obrigada pela partilha. :) Beijinhos
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  2. Não conhecia mas parece ser bom livro
    Muito obrigada pela visita volta sempre adorei
    Beijinhos
    CantinhoDaSofia
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    Tem post novo

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  3. Esses livros que tem continuação deixam a gente cheia de conspirações na cabeça né?
    Dependendo do livro, é melhor nem ter continuação.
    Haha mas se vc gostou, boa próxima leitura.

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