دوتا دوست، زیر یک چتر، چتر مهر و محبت و عشق الهی، اون وقت میشه باهاش یه خونده ساخت با بامی به بلندی عرش


Encostei-me a janela observando as gotículas de água que batiam contra o vidro. As nuvens pesadas lá de foram indicavam que a chuva não daria trégua tão cedo. Isso não me incomodou, pelo menos enquanto não estivesse ventado e trovejando. Eu gostava de ficar ouvindo o barulho da chuva fina no telhado, então me arrastei para o sofá, fechei os olhos e foquei minha concentração nesse som.
A mínima fresta propositalmente deixada na porta da sacada fazia com que o cheiro de grama molhada invadisse meu apartamento. Essa era uma das coisas que mais me agradava quando chovia. Meu corpo foi relaxando e antes que desse por mim eu adormeci.
Acorde com um barulho de trovão. Corri até a porta e a fechei direito, a chuva fina agora havia se tornado um principio de tempestade. O que como já disse não me agradava, e por sinal eu não era a única a não gostar deles. Olhei relógio, já passavam das nove da noite. Ele já devia estar em casa a essa hora. Preocupe-me pensando que algo poderia ter acontecido. Fui até minha bolsa pegar o celular, liguei para o primeiro numero da discagem rápida. Fora de Área.
Liguei novamente enquanto tentava ver alguma coisa através da janela. Os vidros embaçados por dentro e molhados por fora não permitiam que eu tivesse uma boa visão da rua. O celular chamou algumas vezes, mas no terceiro toque foi desligado. Aquilo realmente não estava parecendo boa coisa. Antes que eu fizesse outra tentativa um raio cortou o céu arrancando um pequeno grito de minha garganta.
“Que droga, onde você se meteu!” reclamei aos choramingo.
“Procurando por mim?” – Ouvi a voz dele sussurrar em meu ouvido ao mesmo tempo em que seus braços me envolviam em um abraço encharcado. Graças ao barulho da chuva não o havia ouvido entrar no apartamento.
Virei me rapidamente só para encontrar seus olhos me fitando daquele jeito que me deixava sem qualquer reação. Seus cabelos - assim como suas roupas - estavam ensopados, deixando que pingos d’água escorressem pelo seu rosto. Pelo visto alguma coisa devia ter acontecido com o carro.
“Você demorou” – falei manhosa e ele riu.
“Agora já estou aqui”
Não tive tempo para qualquer outro tipo de protestos, seus lábios gelados já estavam grudados aos meus me fazendo esquecer qualquer preocupação ou reclamação que tivera em mente minutos atrás.


Por: Priscila M. Santos - Lee Pryh

Nota: Sei que a música não tem muito a ver com a história, mas nesse caso o que me inspirou foi a melodia.


2 Comentários

  1. Eu ainda bato nessa Priscila por causa dessas fics que me deixam mais melosa, é. Sério, está simplismente ótima. Sou ruim pra comentário, então vai esse flop mesmo. Tá lind o texto e fim <3 q

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  2. Bem, como eu não olho a letra da música antes de curtir a história com a melodia (assim dá mais efeito e sentido a história), achei que tinha tudo a ver e ficou um delícia essa sincronia.

    Adorei! Espero que você continue nesse passo!
    *-*

    (a imagem é linda! E a música do blog também ~ pensei em comentar de primeira isso! rs. Amei.)

    Beijos~♥
    Bom FDS.

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