Há dias intensos nos quais as pulsações são demasiado aceleradas. O telefone toca incansavelmente, e a cada chamada nascem desilusões, expectativas e aquele nervosismo que nunca consigo conter. São vinte e quatro horas que, pela intensidade com que são vividas, parecem uma semana.
E quando a noite chega, prevê explosões e desfalecimentos. O olhar já não transparece nada senão o desejo da posse de outro corpo que, quase inanimadamente, se arrasta, atraído como um íman.
O toque é demorado, intenso, quase absorvente, na libertação de algo há muito contido. Arrepia e solta, transborda e preenche. Parece não acabar. Hoje as palavras são dispensáveis, porque o não dito é intensamente sentido em cada toque. E o silêncio também consegue ser mágico.

Há dias como o de hoje que só me apetece desaparecer!


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