E mais uma vez ela meneou e se viu desviando o olhar, para em seguida revirar os olhos e repreender a si mesma. Não estava diretamente em meio aquele diálogo travado tão acaloradamente, mas tanto por estar perto, quanto por não conseguir desviar a atenção da voz de um dos indivíduos acabara por ouvi-los. Não era algo proposital, só acontecia. Em um momento se pegava concentrada e em outro o timbre permeava a bolha que a separava do mundo chamando-lhe atenção.

Isso vinha ocorrendo com certa frequência ultimamente, ter seus muros rachados sem que a pessoa nem se desse ao trabalho, e provavelmente nem desconfiasse de tal. Ás vezes aquilo até chegava e irritá-la, o que era apenas mais um lapso de invasão da parte dele. Ela estava desacostumada as emoções, há tanto as mantinha guardadas bem num cantinho: “não tenho tempo para isso”, era a resposta padrão.  Mas ultimamente até o tempo parecia zombar de sua convicção. 


Um Comentário

  1. A única coisa que posso comentar a respeito, ainda mais sabendo do todo o bg aí envolvido é: Hmmmmmmmmmmm

    Brinques. 8D

    Eu entendo perfeitamente, quem nunca passou por isso? E você desenvolveu tão bem a cena que até me fez lembrar das (muitas) vezes que isso aconteceu comigo, parabéns, sua linda! Esses seus escritos aleatórios estão ficando cada vez melhores <3

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