Autora: Cassandra Clare
Título Original:  The Infernal Devices - Clockwork Prince
Páginas: 406 Páginas
Editora: Galera Record
 Sinopse: Tessa Gray não está sonhando. Nada do que aconteceu desde que saiu de Nova York para Londres — ser sequestrada pelas Irmãs Sombrias, perseguida por um exército mecânico, ser traída pelo próprio irmão e se apaixonar pela pessoa errada — foi fruto de sua imaginação. Mas talvez Tessa Gray, como ela mesma se reconhece, nem sequer exista. O Magistrado garante que ela não passa de uma invenção. Para entender o próprio passado e ter alguma chance de projetar seu futuro, primeiro Tessa precisa entender quem criou Axel Mortmain, também conhecido como Príncipe Mecânico.

Amor e ódio na mesma medida, ou quase.

Acho que minha vida de segundos livros das séries da Cassandra Clare é me ver frustrada com o destino de algum personagem; Na minha resenha sobre o primeiro volume de TID disse que Tessa não me fez passar raiva e apresentou um crescimento interessante no decorrer da série; naturalmente esperava mais disso no segundo volume, doce e venenosa ilusão essa minha! A protagonista resolveu cobrar toda a falta de raiva do anterior com juros.  
Naturalmente Príncipe Mecânico tem um enfoque maior no triangulo amoroso que se firma. A postura afastada e protecionista do Will adotada graças à maldição — que ele vem tentando quebrar com a ajuda de Magnus — acaba por afastá-lo de Tessa, e obviamente Miss Gray foi se “consolar” com o bonitinho mais próximo, Jem. Eu realmente gosto de James, até compreendo porque Tessa tenha se “bandeado” para os braços dele — doce, carinhoso, atencioso entre outros atributos mais —, todavia isso não faz com que eu seja mais a favor da relação. Esse “mimimi” de “amo dois caras” me estressou um bocado.

Will, dessa vez nos realmente o conhecemos como ele realmente é, os “muros se racham” e podemos entender a fachada que ele matem em torno de si e o motivo disso. E claro, como uma boa canceriana que essa pessoa que voz escreve é, fiquei com vontade de proteger o ser de ter o coração partido de uma forma que não houvesse saída, sem contar que quando ele contou sobre a própria família tudo que eu queria era coloca-lo num potinho. E no fim ele ainda fica entre o melhor amigo — que está morrendo e que foi a principal pessoa responsável por mantê-lo mentalmente são nos últimos cinco anos — e a mulher que ama. Definitivamente essa não é um afronta que ele merecesse passar.  
A história em si com toda a trama do Mortmain, Nate, e as conspirações, enfim o lado mais prático acaba sendo ofuscado por sentimentos. Mesmo que representem grande importância, até mesmo as suposições do que Tessa é, acaba perdendo um pouco de impacto em relação às decisões tomadas pelos personagens no âmbito sentimental. Os próprios planos de Mortmain ficam meio envolvidos por uma nevoa durante a leitura.
Os personagens secundários foram bem explorados, Henry se mostra um pouco mais atento do que no primeiro livro e devo dizer que, se já não estava no primeiro, nesse livro fiquei morrendo de vontade de conhecer a cripta/laboratório dele. Charlotte em contra partida me arrancou altos e baixos, senti muito ódio quando a vi duvidar de si mesma, hesitar perante tomada de decisões, mas felizmente isso não durou, e quando ela voltou a sí mostrou muito bem o motivo de causar admiração. Também entendemos melhor o casamento dos dois e ao fim do livro ataque de fofura foi o que não me faltou.
Sophie também aparece mais no livro e me fez shippa-la muito com o cavalheiro que parece ter conseguido ganhar-lhe o coração. Esse por sua vez me surpreendeu, quando apareceu não esperava muito dele, felizmente me enganei.  Jessamine... bem, eu realmente não sei  se o que sinto por ela é raiva ou pena, provavelmente a ultima é dominante.
Magnus ganha mais ênfase devido ao auxilio que dá a William. E mais do que antes me fez ter surto. Tessa faz uma observação sobre ele ter a aparência mais humana e menos repugnante dos magos que ela conhece, mas não é só isso, lá pela página 255 ele me fez pensar numa coisa que até então não tinha refletido. O fato de que ele não só aparenta ser o mais humano, como de todos os magos que apareceram e TID e TMI é o que se mostra com sentimentos mais próximos de um, o que poderia perfeitamente se refletir em sua marca ser apenas nos olhos felinos. Seu exterior sendo um reflexo do próprio. Magnus é um amor à parte, e como disse uma Thaíla “TMI e TDI deveriam ser sobre o Mais Alto Feiticeiro do Brooklin”, e Jace e Will que me perdoem, mas ela tem todo o meu apoio.  
Apesar de todas as coisas que me desagradaram no livro, eu não consigo desgostar do mesmo,  meirritei loucamente com o passar de algumas páginas, todavia isso faz parte de qualquer leitura, melhor ainda, faz parte de um bom livro e mostra que me envolvi com os personagens o suficiente para ficar abalada em relação aos seus destinos... Mesmo que em alguns casos envolva o desejo insano de adentrar nas paginas e matá-los com minhas próprias mãos e quem sabe um jogo de adagas... De qualquer forma, estou ansiosa para a leitura de Princesa Mecânica — e temerosa, já que pelos comentários de Tanya, alguns personagens andaram irritando muito e “merecendo surra de urtiga”.

Resenha escrita em:31/12/13


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