“Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: “Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último.” Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: “Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?” E se a resposta é “não” por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa. Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo — expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar — caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder.”
Steve Jobs


Um Comentário

  1. Também penso assim. Depois que minha mãe faleceu, eu simplesmente mudei. Não tem como voltar a trás. Não consigo engolir injustiças, esquecer meus sonhos ou fazer coisas que eu não gosto. Não sei explicar como um sentimento de transformação pode mudar a pessoa como em um "click", mas sei que não preciso (acho que na verdade nunca me incomodei com isso) de opiniões de outros pra fazer minhas escolhas e minha vida, não preciso estar perto de quem não quer estar perto e não faço esforço por quem não faz esforço, vivo por algo que mova dentro de mim alguma coisa... Senão não vale a pena.

    Não preciso lembrar que vou morrer. Não me importa se vou morrer ou não ou quando vou morrer. Tenho curiosidade, saudades de alguém que foi, mas não medo ou me mover só pelo motivo de que vou morrer um dia. Vivo porque quero viver e a vida é minha, então vivo do jeito que eu quiser. Ponto.
    Penso no dia da minha morte todo dia, mas não de forma mórbida, algo como suicídio. Penso as vezes sem perceber... Por que virou um pensamento que faz parte do que sou. A curiosidade. A saudades. A vontade de saber se ela está bem.

    Acho que as pessoas devem parar de viver em seus mundinhos fechados, desistindo dos sonhos, só para ter mais segurança. Não vale nada a segurança. Vale mais um sonho, um momento inesquecível, a fuga do fútil. Pensar tem mais valor. Ser você tem mais valor. Tem mais vida, tem mais sentido, tem mais amor, emoção, coragem.

    Nunca uma pessoa que está "segura" em seu mundinho, desistindo de dar passos ariscados vai poder entender isso. Porque o medo as bloqueia e isso é algo que deve ser sentido. É preciso ter sensibilidade, estar no lugar certo.
    Não é uma crítica a quem escolhe a segurança de viver um dia conservador, mas uma observação triste de quem sente empatia dos que não conseguem se mover. É triste, mas eles nem sabem o quanto é pra eles mesmo.

    É como estar em um penhasco pensando em chegar ao outro lado sem uma ponte pra atravessar. Você pensa em pular. Uma vez uma pessoa doida te disse que você pode voar. Mas todos os dias da sua vida, as outras disseram que não, que era impossível, que era difícil demais. Só que você não quer mais viver do outro lado do penhasco... E se isso te move, se isso é mais importante, você pula sem pensar que vai morrer, pula pensando no outro lado. Então sente-se caindo, sente-se morrendo, se debatendo pra tentar voar. Antes que possa pensar em desistir, você percebe que está voando, que pode voar, que é a coisa mais maravilhosa que você já experimentou, e mesmo que não chegue ao outro lado, valeu a pena ter arriscado. Só por sentir aquele momento inesquecível.

    Claro que muitas pessoas não pulariam. Algumas podem ser empurradas, outras continuam pra sempre olhando o outro lado do penhasco.

    Nada contra. Cada um faz suas escolhas (e é mentira que todos tem escolhas! Tem gente que não tem, está preso em uma condição social). Mas vale mais a pena aquele momento inesquecível do que morrer em segurança.

    ResponderExcluir