Andei um tanto quanto taciturna por algumas semanas ao final de abril e começo de maio, nem eu entendia direito o que estava sentindo, pelo menos não conscientemente, hoje em um estalo acabei ficando feliz, extremamente, pelo simples fato de lembrar-me de uma data a cerca de vinte e quatro meses atras, talvez um pouco menos, foi ai que me lembrei do porque de estar triste, mas, também recordei-me do porque do estalo de felicidade repentino. Só isso já me fez bem... Muito bem...


O tempo é estranho, por vezes se arrasta, mas outras passa veloz e silencioso. Hoje percebi isso, e me assustei ao perceber que fazem cerca de dois anos alguns sorrisos foram capazes de começar a limpar a nuvem negra que pairava sobre mim. De me mudar lentamente como uma brisa mansa empurra sorrateira a escuridão que esconde o sol. Nesse ritmo silente foi curando minha ferida que ainda sangrava diariamente em forma de lagrimas salgadas. Aos poucos até isso diminuiu e um dia parou. Não sei mais quanto tempo levou, mais foi mais rápido e eficiente do que minhas tentativas de auto cura.
Com o tempo aprendi a sua importância, o quanto me ajudou, me fez “voltar ao normal”, ou talvez, tenha conseguindo algo ainda melhor que do que o “antes” da tempestade. Agora me lembro que me definiram como uma vez como “Priscila Antes” de você e  “Priscila Depois”, e tenho de dizer que a versão melhorada é a ultima. Não que a “atualização” tenha me deixado invencível ou perfeita, longe disso, ainda cometi erros, descobri novos medos, e até novos sentimentos, alguns assustadores e que julguem não ter. Como o lado maternal. Esse talvez tenha sido um dos que mais me chocou.
Mas, agora, dois anos depois, vejo que os tombos, rasteiras e lutas que tive nesse meio tempo contribuíram  muito, e que você tem grande parte nisso... uma parte que amo muito.


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