Já aproveitando a vibe de animo que eu estou vamos começar com um post útil pra galera que quer estudar e aprender sem ficar quebrando a cabeça atoa.

Hoje enquanto tentava ajudar meu irmão com a prova de português me lembre de uma aula que tive ano passado com o Roberto Sabino, meu professor de redação na época. Nessa aula podemos conhecer um pouco dos estilos de aprendizagem que temos (visual, auditivo e cenestésico).
Pois, bem, trazendo isso para o caso do meu irmão, eu havia começado do modo meio que “clássico”, pedi pra ele ler a matéria que iria cair na prova por algum tempo, e preparei uma folha de exercícios com a matéria. Fiz isso com duas folhas cheias, por duas vezes. Alternando entre o exercício e a leitura. Contudo percebi que ele não havia pegado a matéria, sentei-me perto dele e expliquei a matéria outra vez, e dei a ultima folha para ele refazer, porém, ele continuava a cometer os mesmos erros. Depois de dar um tempo para o almoço voltamos à matéria, mas dessa vez resolvi fazer uma abordagem um pouco diferente, montei outra leva de exercícios, e ao invés de deixa-lo fazer sozinho fiz com que ele lesse em voz alta cada frase que deveria completar (matéria é a diferença do: mas, mais, más, mau e mal). Com isso ele mesmo ia dizendo em voz alta enquanto eu explicava cada um dos tipos. Dessa maneira consegui que ele prestasse atenção ao raciocínio e também, ao dizer em voz alta, ele conseguisse pegar a matéria. E no  fim das contas deu certo.
Bem, e o que isso tudo tem haver com a aula do professor Roberto? TUDO. Se não fiz uma percepção errada, no caso do Douglas, ele se da melhor com métodos auditivos. Pois, pelo que percebi só conseguiu aprender quando estamos falando sobre a matéria e ele prestando atenção na linha de raciocínio.  E, como o próprio Roberto disse na aula, só aprendemos algo direito se usamos o método correto.
Agora se você me perguntar o motivo do titulo tem os “(s)” é que, muitas pessoas, e eu sou uma delas, não tem apenas um método. No meu caso sou muito cinética para álgebra e física, tenho que fazer o exercício, perceber o porquê de cada parte para conseguir pegar a matéria, já para geometria, sou muito visual, e com literatura, sou mais auditiva. Ou seja, dependendo da matéria, o indivíduo pode variar seu método. E geralmente foi descoberto por tentativa e erro, prestando atenção no modo como você absorve a matéria, você consegue estipular qual é o seu.

Numa visão geral tenho aqui uma tabela que mostra isso, e abaixo dela uma explicação sobre os tipos de aprendizagem.




Visual e auditivo

Utilizamos o sistema de representação visual quando recordamos imagens abstratas e concretas. Por exemplo, quando nos recordamos do último Seminário Integrador, nos lembramos das pessoas que estavam e lembramos também de como percebemos o estado de espírito delas. Já o sistema auditivo nos possibilita trazer à nossa memória sons, músicas, vozes.
O sistema de representação visual nos possibilita apreender a mensagem através de imagens, o que facilita a absorção de um grande volume de informação com rapidez. Visualizar ajuda a estabelecer relações mais facilmente entre diferentes idéias e conceitos. Este sistema é acionado quando, por exemplo, assistimos a uma aula na qual o professor faz apresentação de mapas, figuras, esquemas. Quando perguntamos a alguém: entendeu, ou quer que eu desenhe? Estamos fazendo uma brincadeira, mas ela se encaixa perfeitamente neste sistema de representação, não é mesmo?
Já o sistema de representação auditivo permite a apreensão de informações através de sons, como quando ouvimos explicações ou mesmo quando fornecemos informações a outras pessoas. Ouvir o som da própria voz pode ser um mecanismo eficaz para internalizar a informação. Este sistema não é muito eficaz para lidar com conceitos, mas é fundamental na aprendizagem de idiomas e de músicas, por exemplo.


Cinético ou cenestésico

Quando nos lembramos de informações associadas a nossas sensações e movimentos relacionados a nosso corpo, estamos utilizando nosso sistema cinético, como, por exemplo, quando lembramos do nosso sentimento ao ouvirmos determinada canção. Recorremos a este sistema quando necessitamos nos lembrar da grafia correta de uma palavra e a escrevemos em um pedaço de papel, ou quando só nos lembramos de um número de telefone quando estamos em frente a um teclado numérico.
Este sistema atua quando associamos a informação a movimentos do nosso corpo ou à percepção do que nos ocorre internamente. É o mecanismo que atua naturalmente quando aprendemos um esporte, por exemplo, ou quando automatizamos um comportamento de modo a poder executá-lo sem que pensemos como o estamos fazendo. Mesmo sendo um sistema de aprendizagem mais lenta, esta é muito mais duradoura e profunda do que a proveniente dos demais sistemas.
Podemos esquecer facilmente uma lista de palavras que visualizamos ou ouvimos, mas nunca esquecemos, por exemplo, como andar de bicicleta. Você sabe andar de bicicleta? Lembra como aprendeu? Não adiantou observar seus irmãos e amigos que já sabiam andar, adiantou? Funcionou quando alguém lhe explicou o processo? Será que teria adiantado alguém ter feito um esquema para você? Não, porque só aprendemos a andar de bicicleta engajando o nosso corpo nessa experiência. Aprendemos a andar de bicicleta andando de bicicleta. Assim como se aprende uma matéria fazendo os exercícios, realmente pondo a mão na massa.

E então gostaram das dicas? Comentem, e compartilhem suas experiências. ^.~
Por: Lee Pryh
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