Sentada no parapeito do terraço do prédio, as pernas para fora. Parecia não ter o mínimo medo de cair. Os olhos fechados e o rosto inclinado aos céus. Cabelos lançados ao vento chicoteando em torno de seu rosto de troços doce. Enquanto isso eu observava a cena do prédio mais próximo totalmente estupefato com a serenidade daquela menina diante do perigo. Ela não parecia ligar, balançava um dos pés diante do nada. Ficou de pé e seguiu caminhando pela mureta que não devia ter mais de trinta centímetros de largura. Por um momento meu coração parou, mas num rodopio leve ela pulou para o chão do terraço. Satisfação impressa em seu rosto, e algo mais que isso. Foi ai que entendi. Sozinha no alto de um abismo ela sentia-se mais livre que em qualquer outro lugar...

Priscila M. Santos  - Lee Pryh


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