Ele entrou pela janela sorrateiramente, acreditando que a surpreenderia. Mas só o mínimo barulho dos dedos dele no vidro da janela a despertou, os sentidos aguçados graças a transformação eram no mínimo cem vezes mais aguçados que o de um humano. Ela se levantou como um flash parando ao lado da janela, temia que fosse alguém que poderia mata-la.
– O que está fazendo aqui? – perguntou, relaxando da postura defensiva que assumira momentos antes.
– Você me assustou! – disse ele respirando fundo para se recuperar. Como ela não se moveu ele se aproximou. Abraçando-a pela cintura, sentindo o corpo da garota ficar tenso em seus braços. Sabe... – ele continuou tentando achar as palavras corretas. – Sua experiência de quase morte realmente me assustou, e atualmente não estou em posição de perder mais ninguém.
Ela o observava sem dizer nada, uma lamento ao fundo de sua mente a lembrava de que talvez fosse tarde demais. Não estava exatamente viva agora, e sua sede fazia com que as pessoas a sua volta estivessem em perigo. Quanto mais próximo ele ficasse mais riscos sua vida correria.
– Percebi também – a voz dela a tirou do transe – que apesar de as vezes querer estrangula-la eu tenho certeza de que estou apaixonado por você. Mas o que mais me apavora é que agora parece que você não sente o mesmo. – confessou ele sincero. Os olhos transmitindo uma venerabilidade que partia o coração dela.
Ela engoliu em seco, se odiava por tê-lo tratado mal, o afastado o máximo que podia, mas no momento pareceu o único modo de mantê-lo  a salvo de si mesma. Mas isso também o  machucava, ela precisava mostrar-lhe que sentia o mesmo sim. Talvez até mais.
Aproximou-se acariciando lhe a face com as duas mãos, fitando os olhos dele e tentando transmitir suas emoções pelos próprios. Roçou os lábios nos dele que entreabriu a boca, roçando a língua na dela. A mesma eletricidade que a tomava cada vez que ele a tocava agora parecia lhe mais intensa.  A respiração pesada dele na sua a entorpecia, e o cheiro dele parecia ainda mais delicioso.
Ela se afastou escondendo seu rosto na curva do pescoço dele, enquanto era apertada contra o corpo que se moldava perfeitamente ao seu. Um erro. O cheiro dele, do sangue dele fazia sua garganta queimar, seus olhos arderam, tanto em reação a raiva pela cede, quanto pelo medo de machuca-lo. Ela não podia, não a ele. Não machucaria a única pessoa a qual havia amado de verdade. Respirou fundo, tentando dizer a si mesma que era mais forte que a vontade do mostro que havia se tornado. Puxou o ar e soltou mais algumas vezes até o ardor ir diminuindo, até um ponto perfeitamente controlável no fundo de sua mente.
– Estamos bem? – Ele perguntou afastando-se um pouco para olhá-la nos olhos.
– Sim estamos. – ela confirmou com a cabeça como se assim desse mais ênfase a afirmação e sorriu lhe um sorriso verdadeiro. Ela podia controlar, eles ficariam bem.

Por: Priscila M. Santos  (@Lee_Pryh) – 27/01/2012 – 19:00 horas
Baseado na cena CarolineXMatt – Season 02 – Episódio Brave New World – 00:38 min


Um Comentário

  1. Mais um bom texto. Como sempre você sabe dar um jeito de fazer a gente querer mais, porém esse não foi exatamente um dos melhores. Talvez eu já não tenha mais tanta complacência com histórias de vampiros. Mas isso é algo pessoal.

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