Final de tarde, e tudo o que eu quero e chegar em casa, mas a maldita hora do hush insistia mais uma vez em definhar com o pouco que restava da minha paciência. Dirigi vagarosamente – por falta de opção e não por excesso de cuidado – pelas mesmas ruas as quais passo todos os dias.  Quando finalmente consigo uma rota alternativa passando por uma rua transversal deixo que o ponteiro do velocímetro se acelere um pouco mais. Só precisando de mais vinte e cinco minutos para finalmente chegar ao meu prédio.
Subo até o terceiro andar pela escada por pura falta de vontade de manter aquelas conversas desconfortável no cubículo revestido de metal. Além do que, minhas pernas precisavam de algum exercício depois de passar o dia todo sentado em frente a uma mesa de reunião. Paro em frente a porta de numero quinze enquanto procuro a chave na bolsa. Abro a porta depois de finalmente encontrar o pequeno objeto entre um punhado de papeis, celular, Ipod, e outras bugigangas femininas.
Esgueiro-me rapidamente pelo cômodo que mal iluminado, devido as janelas estarem cobertas por grossas cortinas. Largo a bolsa numa mesinha próxima a porta, virando-me para trancar, devidamente, a porta. Mal termino de girar a chave e levo um pequeno sobressalto com dois braços envolvendo possessivamente minha cintura e lábios gélidos roçando lascivamente desde meu ombro até minha orelha.  Começo a rir de minha reação exagerada, já devia estar acostumada a essas pequenas surpresas.
Viro-me de frente para ele só para encontrar aqueles olhos que brilhavam incrivelmente, mesmo a luz baça. O canto de sua boca se curvando para cima de um modo sacana que conseguia me derreter. Sorri também, deixando que minhas feições demonstrassem um pouco da malícia que costumava ficar contida. Os braços me apertaram ainda mais contra aquele corpo que eu já conhecia de cor. Subi minhas mãos acariciando braços, ombros até entrelaçar uma delas em seus cabelos e manter a outra em sua nuca. Em reação a isso sinto suas mãos passando por debaixo do tecido da minha blusa, brincando sutilmente com a lateral de minha cintura e subindo arranhando levemente minhas costas. Instantaneamente sinto um arrepio gélido que começa na parte baixa da minha espinha e sobe até minha nuca. Ele percebe e solta uma de suas risadas nasaladas, finalmente acabando com aquela amostra grátis de tortura e sela nossos lábios. Enfim, eu estava em casa.

Por: Priscila M. Santos - Lee Pryh



2 Comentários

  1. Que casa feliz hein... hmmmmmm ~

    Eu sabia que essa música te inspirava... E olha só o que encontramos!

    Você está se dedicando cada vez mais aos contos e isso está deixando você cada vez melhor!
    Sua história ficou muito boa, uma delícia.

    Isso me faz pensar "hmmm~ o que será da próxima vez" ~

    Parabéns dongie ~ como sempre, linda!
    Beijos ~♥

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  2. Eu juro que tento não surtar cada vez que vc me chama de Dong, Dongie etc. Mas sinceramente? NÃO DÁ! Eu sou besta mesmo e ficou mais falling in love pensando naquele peixe /apanha

    Enfim, vamo parando se surto e voltando ao comentário

    Tanto a "Baby Now" que tava antes quanto "Nice & Slow" são fortes armas pra inspiração FATO

    E a primeira tenho que agradecer muito a uma certa unnie linda que me apresentou né? Quem sera? DUAHUDAHUDNAUDA~~

    Melhor parte eu tbm to amando escrever esses pequenos contos, é tão facil, talvez por não ter a "obrigação" de continuar como numa fic, mas caso quiser poder usar de um segunda parte.

    Próxima vez? até eu queria saber, pq geralmente é de um surto sem nexo...

    Quanto a casa... é bem feliz mesmo... queria ser recebida assim sempre *apanha*

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